Viajar é uma das melhores maneiras de conhecer lugares novos, mas existe uma parte do planejamento que muita gente deixa de lado: como evitar cair em golpes durante a viagem.
Não importa se o destino é uma cidade brasileira, uma capital europeia ou uma pequena cidade turística. Golpistas costumam explorar situações em que o visitante está distraído, não conhece a região ou está tentando resolver alguma coisa rapidamente.
Para quem viaja depois dos 60, alguns cuidados simples podem evitar prejuízos e transformar uma situação desagradável em apenas uma lembrança ruim.
O objetivo não é viajar com medo.
É viajar sabendo reconhecer situações suspeitas.
1. O falso funcionário que aparece para “ajudar”
Você acabou de chegar ao aeroporto, rodoviária ou estação.
Está com malas, tentando descobrir para onde ir, quando alguém se aproxima oferecendo ajuda.
Pode parecer uma gentileza.
A pessoa diz que trabalha no local, pega sua bagagem ou oferece levar você até um táxi.
O problema aparece depois, quando surge uma cobrança inesperada — ou quando você percebe que entregou seus pertences para alguém que não deveria estar ali.
Como evitar
Se precisar de ajuda, procure funcionários identificados, balcões oficiais ou pontos de atendimento.
Não entregue documentos, cartões ou bagagens a desconhecidos que simplesmente se apresentem como funcionários.
E uma regra simples ajuda muito:
se você não pediu ajuda, não precisa aceitar a primeira pessoa que se oferecer para resolver seu problema.
2. O táxi que parece conveniente
Depois de uma longa viagem, a vontade é chegar logo ao hotel.
É justamente nesse momento que alguns turistas ficam mais vulneráveis.
Uma pessoa oferece um táxi na saída do aeroporto ou da rodoviária.
O carro parece normal.
O motorista diz que conhece um caminho mais rápido.
Depois da corrida, aparece uma tarifa muito maior do que o esperado.
Em outros casos, o passageiro pode ser levado para um estabelecimento diferente daquele que imaginava.
Uma escolha mais segura
Prefira:
- pontos oficiais de táxi;
- aplicativos conhecidos;
- transportes indicados pelo próprio aeroporto ou hotel;
- serviços previamente contratados.
Antes de entrar no veículo, confirme destino e preço, quando houver tarifa previamente definida.
3. O restaurante que cobra mais do que você imaginava
Você está passeando por uma região turística e encontra um restaurante movimentado.
Um funcionário aborda você na rua e oferece uma promoção.
O cardápio parece interessante.
Você entra.
No final da refeição, a conta vem muito acima do esperado.
Às vezes, o problema está em preços que não estavam claros, itens cobrados separadamente ou serviços adicionais.
O cuidado que evita dor de cabeça
Antes de sentar, confira:
preços → tamanho das porções → taxas → serviço → itens adicionais.
Se alguma coisa não estiver clara, pergunte.
Não tenha vergonha de dizer:
“Quanto vou pagar por isso?”
É melhor perguntar antes do que discutir depois.
4. O “presente” que não é presente
Esse golpe pode acontecer em regiões muito movimentadas.
Alguém se aproxima oferecendo uma lembrança, colocando uma pulseira no braço ou entregando algum objeto.
Parece gratuito.
Depois vem a cobrança.
Quando o turista se recusa a pagar, a situação pode ficar constrangedora.
O melhor comportamento
Se você não quer comprar alguma coisa, não aceite o objeto.
Um simples:
“Não, obrigado.”
e continuar caminhando costuma ser melhor do que parar e iniciar uma negociação.
Também evite discussões.
Se uma situação começar a ficar desconfortável, afaste-se e procure um local movimentado.
5. O golpe do cartão
Esse merece atenção especial.
Durante uma viagem, você pode precisar pagar restaurante, transporte, hotel e compras.
Um problema pode acontecer quando alguém tenta cobrar um valor diferente do informado, pede para repetir a senha ou utiliza uma máquina de pagamento de maneira suspeita.
Alguns cuidados simples
Ao pagar:
Confira o valor na tela antes de aproximar ou inserir o cartão.
Nunca forneça sua senha para outra pessoa.
Se possível, mantenha o cartão sob sua supervisão.
E guarde os comprovantes de pagamentos importantes.
Também vale ativar as notificações do aplicativo do banco.
Assim, você recebe um alerta quando uma compra for realizada.
6. A mensagem falsa durante a viagem
Esse golpe ficou ainda mais fácil com o uso de aplicativos de mensagens.
Você pode receber uma mensagem dizendo:
“Seu hotel precisa confirmar o pagamento.”
Ou:
“Sua reserva foi cancelada. Clique aqui para regularizar.”
O link parece verdadeiro.
A página também.
Mas o objetivo pode ser conseguir seus dados ou induzir você a fazer um pagamento.
Antes de clicar
Pare.
Não use o link recebido na mensagem.
Entre diretamente no aplicativo ou site oficial da empresa e confira sua reserva.
Se ainda tiver dúvida, ligue para o estabelecimento usando um número encontrado no site oficial, e não necessariamente o telefone enviado pela mensagem.
Por que turistas são alvos tão interessantes?
Não é uma questão de idade apenas.
Turistas em geral podem ser alvos porque estão:
- em um lugar desconhecido;
- distraídos;
- carregando dinheiro ou cartões;
- tentando encontrar endereços;
- preocupados com horários;
- dependendo de transporte;
- sem conhecer os preços locais.
Por isso, a melhor proteção é reduzir a pressa e aumentar a atenção.
Um cuidado especial: documentos
Durante uma viagem, evite andar com todos os documentos e cartões no mesmo lugar.
Se perder uma carteira que contém tudo, o problema fica muito maior.
Uma alternativa é manter apenas o necessário para aquele momento e deixar os documentos que não serão utilizados em um local seguro.
Também é interessante ter uma cópia ou registro seguro dos documentos importantes para facilitar a recuperação caso algo aconteça.
E se você perceber que caiu em um golpe?
Primeiro, não tente resolver a situação sozinho se houver risco.
Procure um local seguro e peça ajuda.
Dependendo do problema:
Cartão: entre em contato imediatamente com o banco.
Documento: procure a autoridade policial ou representação consular, quando estiver no exterior.
Reserva de hotel: fale diretamente com o estabelecimento através de um canal oficial.
Transporte: procure a empresa responsável ou a autoridade competente.
Compra fraudulenta: guarde comprovantes, mensagens e registros da transação.
Quanto mais rapidamente você agir, maiores podem ser as possibilidades de limitar o prejuízo.
Uma viagem segura não precisa ser uma viagem desconfiada
Existe uma diferença entre atenção e paranoia.
Você não precisa desconfiar de todo mundo que conversa com você durante uma viagem.
A ideia é reconhecer situações que fogem do normal.
Se alguém:
- exige pagamento imediato;
- pede sua senha;
- quer ficar com seu cartão;
- pressiona você a tomar uma decisão;
- oferece algo “grátis” e depois cobra;
- pede para clicar em um link inesperado;
pare e verifique antes de continuar.
Uma pequena pausa pode evitar um grande problema.
O checklist do viajante
Antes de sair para conhecer o destino, vale lembrar:
✔ Não entregue seu cartão a desconhecidos.
✔ Confira o valor antes de pagar.
✔ Prefira transportes oficiais.
✔ Não clique em links inesperados.
✔ Mantenha documentos importantes protegidos.
✔ Tenha o contato do hotel salvo.
✔ Ative notificações do banco.
✔ Se algo parecer estranho, pare e confira.
Viajar bem também é saber se proteger
Um bom planejamento não serve apenas para encontrar passagem barata ou escolher um hotel bonito.
Ele também serve para evitar problemas.
Conhecer os golpes mais comuns não significa viajar com medo. Pelo contrário: significa ter mais tranquilidade para aproveitar o destino.
E talvez a regra mais importante seja a mais simples:
Se alguém estiver tentando fazer você decidir rápido, pare.
Você não precisa pagar, clicar, entregar ou assinar alguma coisa só porque alguém está pressionando.
Durante uma viagem, tempo para conferir pode valer muito mais do que alguns segundos de pressa.

Depois de décadas trabalhando e construindo sua vida, Antônio Ribeiro descobriu que
a aposentadoria não era o fim de uma fase e era o começo de uma nova.
Foi viajando pelo Brasil e, posteriormente, conhecendo outros países,
que percebeu que muitas pessoas deixam de viajar porque
acreditam que precisam de muito dinheiro para isso.
Antônio começou a pesquisar maneiras de economizar em passagens, encontrar hospedagens melhores, aproveitar benefícios e planejar viagens de forma mais inteligente.
Foi dessa experiência que nasceu o Tempo de Viajar.
Hoje, Antônio reúne informações sobre destinos, economia, transporte, hospedagem e direitos dos viajantes, sempre com uma preocupação simples:
